Moradores e turistas que frequentam a Barra da Lagoa passam a contar com um novo espaço estruturado para esportes, lazer e contemplação da natureza. A Nova Prainha da Barra da Lagoa foi oficialmente concluída no começo de janeiro de 2026 pela Prefeitura de Florianópolis, por meio da Secretaria de Infraestrutura e Manutenção da Cidade, e integra o conjunto de obras entregues para a temporada de verão 2025-2026 no Leste da Ilha.
Com área total de 6,4 mil metros quadrados, o espaço foi implantado à beira do canal da Barra da Lagoa, às margens da SC-406 (Rodovia Jornalista Manoel de Menezes), no sentido praia, próxima à nova ponte. A prainha foi criada a partir do reaproveitamento da areia retirada durante a manutenção emergencial do canal, realizada em julho deste ano.
O local, que já possuía uma quadra de futebol de areia construída pela própria comunidade e o nivelamento dos sedimentos, recebeu duas novas quadras de beach tennis e um deck linear de madeira com 142 metros de extensão, instalado paralelamente à rodovia. Entre o deck e a via, foi mantida uma faixa de restinga, reforçando a integração entre o espaço urbano e o ambiente natural.
Além das estruturas esportivas, a obra incluiu a recuperação de 2,1 mil metros quadrados de restinga, ação licenciada e acompanhada pela Fundação Municipal do Meio Ambiente (Floram), que monitorou todo o processo de limpeza do canal e seus desdobramentos ambientais.

Manutenção do canal fortalece navegabilidade
A criação da Nova Prainha da Barra da Lagoa está diretamente ligada à manutenção emergencial do canal, realizada pela Prefeitura em parceria com a Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (ACIF). A intervenção foi necessária diante do alto nível de sedimentação que comprometia a navegabilidade da região.
Durante os trabalhos, foram retirados cerca de 16 mil metros cúbicos de sedimentos do fundo do canal. Com isso, o trecho de 550 metros de extensão passou a ter profundidade média de dois metros e largura aproximada de 20 metros. Antes da intervenção, havia pontos com menos de seis metros de largura, o que inviabilizava a passagem de embarcações.
