Florianópolis vem ampliando de forma consistente sua presença no cenário turístico nacional e internacional. Segundo dados da Revista Tendências do Turismo 2026, elaborada pela Embratur com base em informações de plataformas como Google Travel Analytics Center, SimilarWeb, Amadeus e GlobalData, entre outras fontes do setor, a capital catarinense se destaca tanto em volume de buscas quanto em intenção de viagem. O levantamento reúne indicadores de buscas por viagens, hospedagens e comportamento do turista, além de projetar tendências para o setor.
Mais do que aparecer em rankings, Florianópolis surge de forma consistente em diferentes etapas da jornada do viajante — da inspiração inicial à busca por hospedagem — o que indica não apenas visibilidade, mas avanço nas etapas de intenção de viagem. Em um cenário de transformação do turismo, essa presença transversal passa a ser um dos principais indicadores de competitividade entre destinos.
No ranking de buscas por hospedagem no Brasil em 2025, São Paulo lidera com 7,07% e Rio de Janeiro aparece na sequência com 5,21%, consolidando o peso dos grandes centros urbanos. Logo depois surgem Porto Seguro (2,30%), Belo Horizonte (1,90%) e Salvador (1,75%). É nesse ponto que Florianópolis aparece, com 1,46% das buscas, ao lado de destinos como Gramado (1,73%), Maceió (1,72%), Curitiba (1,62%) e Ubatuba (1,43%).
A leitura isolada do número pode sugerir uma participação modesta, mas o contexto revela outro cenário. Florianópolis não disputa diretamente com os grandes polos emissores e receptores de fluxo, como São Paulo e Rio, mas também não se limita ao grupo de destinos exclusivamente sazonais. A cidade se posiciona exatamente na intersecção desses dois mundos.
Isso significa que Floripa reúne características que outros destinos apresentam de forma fragmentada: infraestrutura urbana comparável a capitais, combinada com atributos de lazer e natureza típicos de destinos turísticos. Esse posicionamento híbrido reduz barreiras de escolha e amplia o potencial de atração do destino.

Interesse internacional coloca turismo em Florianópolis como destaque
No mercado externo, Florianópolis consolida ainda mais sua presença. A cidade concentra 5,3% das buscas internacionais por destinos brasileiros, atrás apenas de Rio de Janeiro (22,6%), São Paulo (19,7%) e Brasília (11,5%), e praticamente empatada com Salvador (5,2%).
A posição é significativa porque coloca Florianópolis à frente de destinos com forte tradição turística internacional, como Curitiba, Manaus e Recife. Mais do que isso, insere a cidade em um grupo restrito de localidades que funcionam como referência do Brasil no exterior.
Mesmo com retração em relação ao ano anterior, a manutenção nesse patamar indica estabilidade de interesse — um fator estratégico em turismo internacional. Diferentemente de oscilações pontuais, a permanência entre os destinos mais buscados sugere consolidação de marca e presença contínua no processo de decisão do turista estrangeiro.

Busca por hospedagem revela avanço na decisão de viagem
Se o interesse internacional já é relevante, o dado mais expressivo aparece no recorte de hospedagem. Florianópolis é o terceiro destino mais buscado por hotéis por estrangeiros, com 5,59% de participação, ficando atrás apenas de Rio de Janeiro (26,14%) e São Paulo (6,60%).
Nesse indicador, a cidade supera destinos altamente consolidados no turismo internacional, como Búzios (4,93%), Foz do Iguaçu (2,96%), Maceió (2,24%) e Salvador (2,04%). A diferença é relevante porque a busca por hospedagem representa um estágio mais avançado da jornada do turista — quando a intenção de viagem já está mais estruturada. O dado reforça que Florianópolis não apenas desperta interesse, mas também se mantém competitiva nas etapas mais avançadas da decisão de viagem. Em outras palavras, a cidade não é apenas lembrada — também é considerada.
Há ainda um componente regional importante. Santa Catarina aparece com outros destinos no ranking, como Balneário Camboriú e Bombinhas, mas é Florianópolis que concentra a maior fatia da demanda internacional. A capital funciona, assim, como principal vetor de visibilidade do estado no exterior.

Dados em destaque
- 1,46% das buscas por hospedagem no Brasil em 2025
- 5,3% das buscas internacionais por destinos brasileiros
- 3º destino mais buscado por hotéis por estrangeiros
- 5,59% de participação nas buscas internacionais por hospedagem
- Presença entre os destinos com maior projeção para 2026
Projeções para 2026 indicam continuidade do movimento
A consistência dos dados de 2025 se reflete nas projeções para o próximo ano. Florianópolis aparece entre os destinos com maior força projetada para 2026, ao lado de cidades como Maceió, São Paulo, Rio de Janeiro, Foz do Iguaçu e Porto de Galinhas, além de destinos como Jericoacoara, Fernando de Noronha e Lençóis Maranhenses.
A diversidade desse grupo reforça um ponto central: Florianópolis não se encaixa em uma única categoria turística. A cidade transita entre o urbano, o lazer, a natureza e a experiência. Isso amplia sua capacidade de adaptação a diferentes tendências e reduz a dependência de um único tipo de demanda.
O avanço de Florianópolis não ocorre de forma isolada. Os dados apresentados pela Embratur apontam uma transformação no perfil do viajante, que passa a priorizar experiências mais completas, contato com a natureza, planejamento antecipado e destinos que ofereçam diversidade em um mesmo local.
Florianópolis aparece alinhada a esse movimento porque concentra, em escala relativamente compacta, elementos que outros destinos oferecem de forma dispersa: litoral extenso, áreas preservadas, bairros com características distintas, oferta gastronômica e infraestrutura urbana. Isso reduz a necessidade de deslocamentos longos e aumenta o tempo de permanência, fator cada vez mais relevante na escolha do destino.

Consolidação além da sazonalidade
Os dados indicam também uma mudança importante na forma como a cidade se posiciona no turismo brasileiro. Tradicionalmente associada ao verão, Florianópolis passa a aparecer em rankings que refletem o comportamento do turista ao longo de todo o ano.
A presença simultânea em buscas domésticas, interesse internacional, procura por hospedagem e projeções de crescimento sugere um destino que deixou de depender exclusivamente da alta temporada. A cidade passa a integrar o planejamento de viagem de forma mais contínua, o que amplia sua relevância econômica e estratégica.
Os dados da Revista Tendências do Turismo 2026 posicionam Florianópolis como um dos destinos mais alinhados às mudanças em curso no setor. A cidade não apenas responde às novas demandas do turista, como apresenta condições para acompanhar essas transformações.
Entre grandes centros urbanos e destinos de experiência, Florianópolis ocupa um espaço próprio — e cada vez mais relevante — no turismo brasileiro. Um espaço que não se explica apenas pelos números, mas pela capacidade de se manter relevante ao longo da jornada de escolha do turista.

O que fazer em Florianópolis: experiências alinhadas às novas tendências do turismo
Esse posicionamento de Florianópolis — mais contínuo, diversificado e menos dependente da alta temporada — se reflete diretamente na forma como o destino é vivido na prática. As tendências reunidos pela publicação da Embratur ajudam a entender não apenas por que a cidade ganha relevância, mas também como ela pode ser explorada a partir desse novo perfil de viajante.
A valorização de experiências mais completas, o interesse por natureza, a busca por roteiros menos saturados e a preferência por maior tempo de permanência encontram na cidade um conjunto de possibilidades que dialoga diretamente com essas mudanças. A partir desse cenário, Floripa.com organizou um guia de passeios que traduz essas tendências em escolhas concretas ao visitante.
Para quem busca natureza e experiências autênticas
A valorização do contato com a natureza e de vivências mais imersivas aparece como uma das principais tendências apontadas pelo estudo. Florianópolis se insere nesse movimento ao oferecer áreas preservadas e acessos que exigem deslocamentos mais ativos, o que contribui para uma experiência menos massificada.
Nesse contexto, locais como a Lagoinha do Leste, acessível por trilhas, a Costa da Lagoa, com acesso por barco ou caminhada, e a Lagoa do Peri se destacam por proporcionar contato direto com o ambiente natural e por favorecer um ritmo de visita mais contemplativo. Esses espaços tendem a atrair um público que prioriza autenticidade e menor densidade turística, em linha com a busca por destinos menos saturados.

Praias com perfis distintos ampliam o alcance do destino
Outro fator relevante identificado nas tendências é a diversificação da demanda. O turista atual busca destinos que ofereçam múltiplas possibilidades dentro de uma mesma viagem, reduzindo a necessidade de deslocamentos longos e aumentando o tempo de permanência.
Florianópolis responde a essa lógica por meio da variedade de suas praias, que apresentam perfis bastante distintos. Enquanto a Praia Mole se destaca pelo ambiente jovem e pela prática de esportes, Jurerê Internacional concentra infraestrutura de alto padrão.
O Campeche aparece como uma alternativa intermediária, com equilíbrio entre natureza e serviços, enquanto regiões como o Pântano do Sul preservam características mais tradicionais e menos urbanizadas. Essa diversidade interna permite que diferentes perfis de visitantes compartilhem o mesmo destino, o que amplia a competitividade da cidade no planejamento de viagens.

Gastronomia e cultura local ganham peso na experiência
O estudo da Embratur também aponta o fortalecimento da busca por experiências mais completas, que vão além dos atrativos naturais e incorporam elementos culturais e gastronômicos. Nesse aspecto, Florianópolis reforça sua identidade por meio de regiões que concentram tradição e oferta qualificada.
Bairros como Ribeirão da Ilha, Santo Antônio de Lisboa e Pântano do Sul articulam gastronomia, patrimônio cultural e paisagem, criando experiências que combinam consumo e vivência local. Já a Lagoa da Conceição se destaca pela diversidade de opções e pela integração entre lazer, alimentação e vida noturna.
Esse tipo de oferta contribui para ampliar o tempo de permanência do turista e diversificar o uso do destino ao longo do dia, fatores cada vez mais relevantes na dinâmica do turismo contemporâneo.

Experiências personalizadas e atividades além do roteiro tradicional
A personalização da viagem é outra tendência destacada pelo estudo, refletindo um turista mais ativo na construção do próprio roteiro. Florianópolis acompanha esse movimento ao oferecer atividades que vão além dos circuitos tradicionais.
Passeios de barco, práticas esportivas como o surf, trilhas guiadas e, em períodos específicos, a observação de baleias, ampliam o leque de experiências disponíveis. Essas atividades permitem diferentes formas de interação com o território e contribuem para tornar a viagem mais singular, um dos principais critérios de escolha apontados nas tendências.

Fora da alta temporada, uma experiência mais qualificada
O estudo também identifica o crescimento de viagens fora dos períodos de pico, impulsionado tanto por questões econômicas quanto pela busca por experiências mais tranquilas. Em Florianópolis, essa tendência se traduz na valorização de períodos como outono e primavera, quando a cidade apresenta menor pressão turística e maior equilíbrio entre oferta e demanda.
Além da redução de custos, a visita fora da alta temporada permite explorar regiões menos centrais e acessar atrativos com menor fluxo, o que impacta diretamente na qualidade da experiência.

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