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sáb, 05 set - 2026 • 10:00
sáb, 05 set - 2026 • 16:00

Castelmar Hotel

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OFICINA: E Agora, o Que a Gente Faz? Um Método para Dirigir o Imprevisível no Documentário

Os documentaristas trabalham com uma contradição fundamental: precisamos preparar um filme antes das filmagens, sabendo, ao mesmo tempo, que a realidade pode mudar completamente a história que imaginamos.

Esta oficina explora um método prático de direção para trabalhar dentro dessa contradição. Em vez de tentar prever os acontecimentos, o cineasta prepara antecipadamente um sistema dramático e visual flexível: possíveis etapas da trajetória do protagonista, estados emocionais e comportamentais e a linguagem cinematográfica associada a eles.

O objetivo é compreender como a preparação pode dar ao diretor mais liberdade — e não menos — quando a realidade se torna imprevisível.

Metodologia

A oficina está estruturada em duas partes principais.

A primeira parte concentra-se na pré-produção e na preparação do mapa dramático e visual do filme. Ela combina uma breve introdução teórica, referências a diferentes abordagens documentais, exemplos práticos e o desenvolvimento de uma ferramenta de trabalho que chamo de Mapa de Dramaturgia Visual.

Os participantes explorarão como função dramática, estado do personagem e linguagem cinematográfica podem ser conectados antes das filmagens — incluindo enquadramento, lentes, distância da câmera, movimento, composição, ritmo, som e a futura função de montagem de uma cena.

A segunda parte concentra-se na produção e na adaptação diante de situações reais.

A partir de estudos de caso de expedições documentais, vou interromper a história em momentos de crise e perguntar ao grupo: “E agora, o que a gente faz?”. Os participantes discutirão possíveis decisões antes de descobrirem o que foi efetivamente feito durante a produção.

As sessões combinarão, portanto, exposição, trechos de filmes, estudos de caso, discussão em grupo e um breve exercício prático.

Conteúdo

Os participantes trabalharão com questões como:

  • Como preparar um documentário cuja história e cujo final ainda são desconhecidos?
  • Como utilizar uma estrutura dramática em três atos como um mapa flexível, em vez de um roteiro fixo?
  • Como identificar estados úteis dos personagens e funções dramáticas antes das filmagens?
  • Como elaborar antecipadamente uma gramática visual específica para um filme?
  • Como a escolha de lentes, distância da câmera, enquadramento, movimento, duração, som e ritmo se tornam parte da dramaturgia?
  • Como o cineasta pode “pré-montar” mentalmente uma cena durante as filmagens sem reduzir a realidade a uma cobertura previamente determinada?
  • Quando o diretor deve observar, intervir, provocar uma situação ou alterar o plano original?
  • Como atualizar o mapa dramático e visual quando um protagonista desaparece, uma cena importante se torna impossível ou um acontecimento inesperado muda completamente o filme?
  • Como o cinema documental de expedição transforma o papel do diretor, tornando-o responsável não apenas pelo filme, mas também pelo funcionamento da equipe e do sistema de produção ao seu redor?
Ao final, os participantes terão um modelo prático que poderão adaptar aos seus próprios projetos documentais: um Mapa de Dramaturgia Visual, conectando estrutura dramática, estados dos personagens, linguagem visual e necessidades de montagem.

Público-alvo

A oficina é destinada principalmente a estudantes de cinema, cineastas em início de carreira e profissionais em início de trajetória interessados no cinema documental.

Pode ser especialmente útil para diretores, diretores de fotografia e montadores, mas não é necessário possuir um conhecimento técnico altamente especializado. O foco está nas decisões de direção, na narrativa visual e no trabalho com uma realidade imprevisível.

Carga horária: 4 horas (com intervalo).

Data: 05.09.2026.

Horário: 10h00 às 16h00.

Local: Castelmar Hotel & Eventos.
Ministrante: Igor Virabov
Diretor e documentarista formado pela VGIK, na Rússia, com filmagens em mais de 60 países e trabalhos premiados no cinema e na televisão. Desde 2023, vive no Brasil e segue atuando no documentário, após experiências como a cobertura do conflito em Nagorno-Karabakh e a direção de The Tide Turns.
O 10º ECM+LAB especial Ibero-América faz parte da programação do FAM 30 anos e conta com o apoio institucional APRO, BRAVI e Brazilian Content. Com apoio do Projeto Paradiso e do Programa IBERMEDIA. Realização Associação Cultural Panvision e Muringa Produções Audiovisuais, Ministério da Cultura.
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