Vai ficar em Floripa no feriadão? 10 passeios para curtir (e redescobrir) a cidade

Do Centro Histórico à Lagoa do Peri, roteiro reúne opções gratuitas e pagas pela Ilha e pelo Continente para aproveitar os três dias do feriadão de 7 de

Ficar em Florianópolis no feriadão de 7 de Setembro pode ser uma oportunidade para mudar não exatamente de lugar, mas de perspectiva. Em uma cidade marcada por deslocamentos longos entre bairros, praias e regiões da Ilha e do Continente, lugares conhecidos muitas vezes acabam reduzidos à função que cumprem no cotidiano: a ponte é passagem, a Lagoa é caminho, o Centro é endereço de trabalho, a orla é paisagem vista pela janela.

Três dias livres de feriadão em Florianópolis permitem inverter essa lógica. Em vez de atravessar Florianópolis apenas para chegar a algum lugar, a proposta é observar o que normalmente fica pelo caminho: os desenhos de Hassis sob os pés na Praça XV, a estrutura da Ponte Hercílio Luz vista por quem a atravessa sem carro, as pedras de Itaguaçu, os cultivos marinhos em Santo Antônio de Lisboa, os caminhos que conectam comunidades à Costa da Lagoa e os parques onde áreas de floresta, restinga e água doce permanecem inseridas no tecido urbano.

Os dez passeios a seguir não formam uma maratona. São alternativas para montar a lista sobre o que fazer no feriadão em Florianópolis conforme o tempo disponível, a disposição para caminhar e as condições meteorológicas. Há programas gratuitos e pagos, experiências de poucas horas e roteiros que podem ocupar praticamente um dia inteiro, com opções no Centro, no Continente e em diferentes regiões da Ilha.

Feriadão em Florianópolis: 10 passeios para fazer no sábado, domingo e segunda

Centro Histórico a pé: cinco séculos em poucas quadras

Há uma Florianópolis que muita gente cruza diariamente sem necessariamente enxergá-la. No Centro, alguns séculos da formação urbana e política da cidade estão concentrados em poucas quadras, o que transforma a região em uma das alternativas mais acessíveis para quem quer redescobrir a Capital sem depender de grandes deslocamentos. É uma boa maneira de começar seu roteiro no feriadão de Florianópolis, especialmente porque o sábado costuma ser um dos dias especiais na cidade.

O Mercado Público e o Largo da Alfândega são bons pontos de partida. Dali, o caminho pode seguir até a Praça XV de Novembro, onde diferentes períodos da história da cidade convivem no mesmo espaço. Estão ali a figueira, a Catedral Metropolitana, o Palácio Cruz e Sousa e os 47 painéis de Hassis, que está sendo celebrado em 2026 pelo Projeto Hassis 100 Anos, executados em petit pavé e tombados pelo município.

Depois, o percurso pode avançar pela Rua Victor Meirelles e pelas ruas João Pinto, Tiradentes e Nunes Machado, o famoso Centro Leste, revitalizado com a presença de bares para diferentes tipos de público, incluindo pontos tradicionais como a Kibelândia, e apresentações musicais nas ruas, especialmente choro e samba.

Na região também é possível conhecer nossa história visitando os museus que ficam no coração da cidade. Destaque para o Museu Victor Meirelles que, além de todo o seu acervo, acaba de ganhar uma nova atração: um grande painel em sua parede externa que reproduz uma das obras do artista catarinense que dá nome ao local, como parte do Festival Street Art Tour, uma das atrações do feriadão em Florianóplis. O museu tem entrada gratuita e funciona no sábado das 10h às 15h (não abre domingos e feriados).

Centro histórico de Floripa visto de cima com destaque para a Praça XV e seu entorno com a Catedral Metropolitana e Palácio Cruz e Sousa. Foto: Allan Carvalho / divulgação PMF

Ponte Hercílio Luz e Parque da Luz: entrar no cartão-postal

Em maio de 2026, a Ponte Hercílio Luz completou cem anos. Poucos monumentos têm presença tão constante na representação da cidade e, ao mesmo tempo, uma relação tão prática com a vida da cidade. A proposta para este feriadão em Florianópolis é para quem observa a ponte à distância e nunca experimentou o cartão-postal por dentro, a pé.

O passeio pode começar no Parque da Luz, na cabeceira insular. Com 3,7 hectares, o espaço funciona como parque urbano, área de descanso e mirante para a Baía Norte e para a própria “ponte velha”, como a Hercílio Luz é carinhosamente chamada. De lá, a caminhada segue pela ponte até o Continente, com possibilidade de retorno pelo mesmo trajeto. A travessia muda a escala do monumento. Torres, treliças, cabos, água e paisagem urbana deixam de formar apenas uma composição fotográfica e passam a ser percebidos durante o deslocamento. Para quem quiser estender o passeio, é possível seguir em direção à Beira-Mar Continental.

O percurso completo pode consumir entre uma hora e meia e duas horas e meia, dependendo das paradas. É uma caminhada predominantemente plana, mas bastante exposta ao vento, ao frio e à chuva. Nos fins de semana e feriados, a circulação costuma privilegiar pedestres e ciclistas, mas alterações operacionais podem ocorrer e precisam ser verificadas antes da saída. Com tempo firme, é um passeio indicado para famílias, ciclistas, fotógrafos e quem procura atividade urbana de esforço baixo a moderado. Com chuva forte ou vento intenso, o Centro Histórico é uma alternativa mais protegida.

Aniversário da Ponte Hercílio Luz
Fim de tarde na cabeceira da Ponte Hercílio Luz. Foto: Ricardo Wolffenbüttel / Divulgação SECOM Gov SC

Parque de Coqueiros e Itaguaçu: olhar Florianópolis a partir do Continente

Qualquer lista que trate Florianópolis apenas como Ilha deixa uma parte importante da cidade de fora. Coqueiros e Itaguaçu ajudam a corrigir essa distorção e ainda oferecem uma perspectiva incomum: observar a Ilha a partir do Continente. Neste sentido, o Parque de Coqueiros pode funcionar como ponto inicial no passeio pela parte continental neste feriadão em Florianópolis Com ciclovia, áreas para caminhada, lago, parque infantil, academia, campo, quadras e espaços de descanso, permite tanto uma passagem curta quanto uma programação de meio período, especialmente para famílias com crianças.

A partir dali, o passeio pode avançar pela orla em direção a Itaguaçu. O conjunto paisagístico da região, incluindo suas pedras, integra o patrimônio protegido do município. É também nesse trecho que aparece uma das narrativas mais conhecidas do imaginário local: a história do “salão de festas das bruxas”, associada às pedras de Itaguaçu e recriada na cultura da cidade por nomes como Franklin Cascaes e Peninha.

O passeio pode durar de duas a quatro horas e ser encerrado com café, almoço ou uma parada na via gastronômica com ótimas e variadas opções. A caminhada é majoritariamente urbana e plana, podendo ser adaptada ao ritmo de crianças e pessoas idosas. Em um dia chuvoso, a experiência ao ar livre perde força. Nesse caso, o roteiro pode ser reduzido aos mirantes e combinado com paradas gastronômicas.

pedras itaguaçu
Pedras de Itaguaçu. Foto: Allan Carvalho / Divulgação PMF

Santo Antônio de Lisboa e Sambaqui: para além da mesa e do pôr do sol

Santo Antônio de Lisboa é frequentemente apresentado como destino gastronômico ou cenário para assistir ao sol desaparecer sobre a Baía Norte. Tudo isso faz parte do lugar, mas não o resume. O conjunto histórico e paisagístico de Santo Antônio e a Praia das Flores, em Sambaqui, são protegidos pelo município. Casario, igreja, ruas estreitas, trapiches, ateliês e cultivos marinhos ajudam a contar tanto a permanência quanto as transformações de uma comunidade histórica.

O passeio pode começar na praça e na Igreja de Nossa Senhora das Necessidades e seguir pelas ruas de pedra e pela orla. Mais do que procurar fachadas fotogênicas, vale observar a relação das construções com o mar, os trapiches e a presença da maricultura. A produção de moluscos, afinal, não é apenas aquilo que chega ao prato dos restaurantes: integra trabalho, economia e identidade local.

Depois, o percurso pode seguir até Sambaqui, prolongando o contato com a Baía Norte. Com tempo aberto, o fim da tarde costuma ser o período mais interessante para o roteiro, que pode ocupar de três a cinco horas. Sob chuva, igreja, ateliês e cafés podem assumir maior protagonismo. E, como o pôr do sol depende de condições meteorológicas favoráveis, vale evitar tratá-lo como garantia.

Santo Antônio de Lisboa. Foto: Allan Carvalho / Divulgação PMF

Fortaleza de São José da Ponta Grossa e Praia do Forte: a paisagem vista de um ponto de defesa

No norte da Ilha, a Fortaleza de São José da Ponta Grossa permite entender que parte da paisagem hoje associada ao turismo foi, no passado, observada segundo uma lógica militar. Localizada a cerca de 25 quilômetros do Centro e mantida pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a fortificação integrava o sistema defensivo da Ilha de Santa Catarina. Visitar seus pátios, construções e pontos de observação ajuda a compreender por que determinadas posições da costa eram estratégicas para a defesa da entrada da Baía Norte.

Uma boa estratégia é visitar primeiro a fortaleza e deixar a Praia do Forte para depois. Além de aproveitar melhor a disposição para enfrentar rampas, escadas e inclinações, essa ordem faz com que a leitura histórica anteceda a experiência de lazer à beira-mar. A visita combinada pode ocupar de três a cinco horas. O espaço da fortificação possui pisos históricos, rampas e escadas, por isso não deve ser apresentado como integralmente acessível sem confirmação específica junto à UFSC.

A fortaleza funciona de terça-feira a domingo, das 8h30 às 18h30, inclusive em feriados. O valor do ingresso inteiro é de R$ 20, com meia-entrada de R$ 10 conforme as regras da universidade, e a compra pode ser feito de forma antecipada pelo site.

Praia do Forte e Fortaleza de São José da Ponta Grossa
Praia do Forte e Fortaleza de São José da Ponta Grossa. Foto: Andy Puerari / Divulgação PMF

Costa da Lagoa: quando o caminho também conta a história

Na Costa da Lagoa, chegar é parte do passeio. O acesso por barco ou pelo caminho histórico muda a relação com uma região em que água, transporte, moradia, trabalho e paisagem permanecem profundamente conectados. Para quem prefere uma experiência de menor esforço físico, é possível fazer ida e volta de barco. A travessia oferece uma leitura panorâmica da Lagoa e permite observar trapiches e núcleos de ocupação a partir da água.

A segunda alternativa exige mais planejamento: seguir a pé do Canto dos Araçás até a Costa e retornar de barco. As referências reunidas na pesquisa indicam cerca de seis a sete quilômetros de caminhada em um sentido, passando por mata, casas, trapiches e vestígios ligados aos modos tradicionais de ocupação e produção, incluindo referências aos engenhos e à farinha.

Não é uma caminhada para começar tarde. O terreno natural pode apresentar raízes, umidade e subidas, e a volta depende da operação do transporte lacustre. Água, calçado fechado e confirmação dos horários de retorno são essenciais.

Quem optar apenas pelo barco deve reservar de quatro a seis horas entre deslocamento e permanência. Com trilha, almoço e retorno, o ideal é considerar o dia inteiro. A Costa também pede uma mudança de abordagem. Reduzi-la aos restaurantes acessíveis de barco significa ignorar que ali existe uma comunidade e que o transporte lacustre faz parte da organização da vida cotidiana. E a verdade é que o feriadão em Florianópolis é uma ótima oportunidade para quem nunca foi até a Costa da Lagoa.

Trilha da Costa da Lagoa
Trilha da Costa da Lagoa. Foto: Andy Puerari / Divulgação PMF

Lagoa da Conceição sem pressa

A Lagoa da Conceição está tão incorporada à rotina de Florianópolis que pode se transformar simplesmente em caminho entre um ponto e outro. O exercício aqui é fazer o contrário: diminuir a velocidade. Um trecho da Avenida das Rendeiras já permite observar elementos que contam diferentes dimensões da Lagoa: água, vento, dunas, embarcações, rendas, ocupação urbana, comércio e mobilidade. Trapiches e pontos de observação funcionam como pausas em um roteiro que não precisa tentar percorrer toda a orla a pé.

Duas a quatro horas são suficientes para uma caminhada sem pressa, eventualmente combinada com almoço ou alguma atividade náutica. Pedalinhos, caiaques e outros serviços são opcionais e têm preços variáveis. O trânsito costuma ser o elemento mais imprevisível do passeio, sobretudo em períodos de maior movimento.

Mais do que uma sequência de atrações, a Lagoa funciona aqui como ponto de observação das tensões da cidade: lazer e trabalho dividem espaço com trânsito, ocupação urbana e fragilidade ambiental. Em caso de chuva, o roteiro pode ser encurtado. Mirantes, por sua vez, só fazem sentido quando há visibilidade. Para banho, a recomendação é consultar previamente a balneabilidade e não presumir que as condições estejam adequadas.

lagoa da conceição
Lagoa da Conceição. Foto: Allan Carvalho / Divulgação PMF

Jardim Botânico e Parque Ecológico do Córrego Grande: duas formas de encontrar natureza dentro da cidade

Florianópolis não precisa ser observada apenas pela oposição entre cidade e praia. Jardim Botânico e Parque Ecológico do Córrego Grande mostram outras formas de natureza urbana e podem ser visitados juntos ou separadamente.

Inaugurado em 2016, o Jardim Botânico ocupa 19,6 hectares e reúne mais de 300 espécies, além de viveiros, horta agroecológica, mandalas medicinais e sensoriais, redário e espaços de convivência. É um lugar em que o passeio pode ir além da ideia genérica de “área verde”: placas, espécies, hortas, compostagem e estruturas educativas ajudam a observar como conservação e educação ambiental entram no cotidiano urbano.

O Parque Ecológico do Córrego Grande oferece uma experiência diferente, com trilhas leves, lagos, áreas de brincar e espaços para piquenique. A combinação dos dois lugares permite comparar um jardim planejado e organizado em coleções com uma área de características mais florestais.

É possível reservar entre uma hora e meia e duas horas para cada parque ou cerca de quatro a cinco horas para fazer os dois com calma. Para este feriadão em Florianópolis, são opções especialmente adequadas a famílias, crianças, idosos e pessoas que estão começando a incorporar caminhadas à rotina.

Parque Ecológico do Córrego Grande
Parque Ecológico do Córrego Grande. Foto: Andy Puerari / Divulgação PMF

Lagoa do Peri e Ribeirão da Ilha: água, patrimônio e modos de viver no Sul

No Sul da Ilha, um único roteiro permite aproximar duas dimensões fundamentais da formação de Florianópolis: o patrimônio natural e as comunidades históricas. O Monumento Natural Municipal da Lagoa do Peri possui 4.274,43 hectares e protege áreas de floresta e restinga, além de um manancial utilizado no abastecimento público. Isso faz com que a Lagoa não seja apenas espaço de lazer: é também parte de uma infraestrutura ambiental essencial para a cidade.

A sugestão de como incluir a sugestão no roteiro do feriadão em Florianópolis é passar a manhã na área da sede, sem assumir que é necessário fazer uma trilha. Caminhadas curtas, contemplação e piquenique já podem ocupar duas ou três horas.  Depois, o passeio pode seguir pela Rodovia Baldicero Filomeno até o histórico e sempre indicado Ribeirão da Ilha. Ali, igreja, casario, mar e cultivos marinhos compõem uma paisagem que ajuda a entender a presença da ocupação açoriana e a permanência de atividades ligadas à maricultura.

Assim como em Santo Antônio, é impossível resistir à tentação de ir ao Ribeirão e não aproveitar algumas das opções do seu polo gastronômico. Restaurantes e ostras fazem parte da experiência contemporânea de quem vive em Florianópolis, mas o interesse do lugar também está na arquitetura, na relação com o mar e na continuidade de formas de trabalho e sociabilidade. E neste caso, para fazer a combinação com tranquilidade neste feriadão em Florianópolis, o ideal é reservar entre cinco e oito horas. O roteiro funciona particularmente bem em um dia de tempo firme, o que faz da segunda-feira uma possibilidade caso a previsão de melhora se confirme.

Fim de Tarde no Ribeirão da Ilha
Fim de tarde no Ribeirão da Ilha. Foto: Andy Puerari / Divulgação PMF

Parque Estadual do Rio Vermelho e Praia do Moçambique: entender a natureza antes de fotografá-la

O último roteiro para o feriadão em Florianópolis aproxima educação ambiental de uma das paisagens costeiras menos urbanizadas da Ilha. No Parque Estadual do Rio Vermelho, com ingresso a R$ 15,00 a inteira, a trilha ecológica foi estruturada para apresentar animais silvestres resgatados que, por diferentes razões, não puderam retornar à natureza. A experiência, portanto, não deve ser confundida com uma visita recreativa a um zoológico. O ponto central está na educação ambiental, no resgate de fauna e na compreensão das consequências da interação entre ocupação humana e vida silvestre.

Depois da visita, a Praia do Moçambique, logo ali perto, com seu aspecto selvagem, amplia a visão sobre as características ainda preservadas na região. Restinga, dunas e mar aberto formam uma paisagem muito diferente das praias mais urbanizadas de Florianópolis. A combinação do passeio entre o parque e a praia  pode ocupar de três a cinco horas. Famílias com crianças e pessoas interessadas em fauna, conservação e fotografia estão entre os públicos que podem aproveitar melhor a experiência.

A praia, no entanto, exige cautela. Por ser extensa, ter mar aberto e apresentar condições que variam conforme o trecho e o dia, sendo reconhecida como reserva natural do surfe, o banho não é recomendado para crianças nem pessoas sem experiência com praias de ondas grandes. O mais seguro é pensar na passagem pelo Moçambique como caminhada curta e contemplação da natureza, o que já é um grande programa para o feriadão em Florianópolis.

praia do moçambique surfe
Vista da Praia do Moçambique. Foto: Divulgação IMA

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Locais Citados

Centro Leste
Beira-Mar Continental
Parque da Luz – Centro
Largo da Alfandega
Parque Estadual do Rio Vermelho
Palácio Cruz e Sousa
Catedral Metropolitana
Bruxas de Itaguaçu
Praia do Moçambique
Centro Histórico
Praça XV de Novembro
Mercado Público
Costa da Lagoa
Praia do Forte
Lagoa da Conceição
Jardim Botânico de Florianópolis
Parque Ecológico do Córrego Grande
Lagoa do Peri
Parque de Coqueiros
Fortaleza de São José da Ponta Grossa

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